DNA Social Networks, nova tendência dos Estados Unidos
Por Claudio Ulisse18/03/2008 – 09:52
Na Europa, a questão da privacidade é o foco principal nas discussões sobre Social Network. Os europeus em geral são muito “ciumentos” dos próprios dados pessoais, chegando quase à paranóia na proteção deles. “Informações pessoais não estão à venda”, pensa o europeu comum.
Americanos, pelo contrário, mesmo com leis e instituições públicas que vigiam eficientemente a obediência às políticas de privacidade, têm uma visão menos problemática sobre dados pessoais. Afinal, numa filosofia econômica onde tudo está à venda, por que não fazer dos próprios dados pessoais um negócio? Daí surgiram os Facebook, Orkut,Youtube, Myspace… iniciativas gratuitas para usuários, mas com elevado valor comercial, vendendo ou utilizando informações pessoais dos usuários para o mercado da publicidade. Milhões de usuários, milhões de dados, milhões de dólares!
E se eu quisesse publicar o meu DNA? Temos aí o Ancestry.com (um site para pesquisas genealógicas com mais de 15 milhões de usuários), DecodeGenetics.com e 23andme.com (este criado pela esposa do prezado Sergey Brin, co-fundador da Google, com capitais diretos da Mountain View).
Como funciona o DNA Social Network?
Pagando (óbvio!), você pode enviar uma amostra da saliva e fazer sequenciar o seu DNA. Em seguida, você pode criar o seu perfil e confrontá-lo com DNAs de outros usuários. Logo você descobre quem foram seus ancestrais, quem são seus parentes biológicos, onde a sua família parou, ou foi parar. Um negócio que aposta em populações mistas, onde etnias são misturadas, onde usuários necessitam descobrir suas origens para ter certeza da própria identidade cultural. Quantos judeus, armênios, africanos, europeus estão espalhados pelo mundo? Tudo isso tentando responder (após pagamento, claro!) a uma simples e antiga pergunta: qual a nossa origem?
Se a Google aposta nisso, é bom ficar de olho…
Claudio Ulisse

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